Carcaças de vacas mortas "ressuscitadas" destinam-se a produção de bife clonado

01/09/2010 01:16

Nós já sabemos que o  beef clonado entrou no fornecimento de alimentos tanto dos Estados Unidos como da Inglaterra. Agora, graças as revelações da J.R. Simplot, uma companhia americana especializada em clonagem de vacas para produção de carne, estamos aprendendo que vacas mortas são clonadas para produzir a próxima geração de bovinos de corte.  

Aqui está como isso funciona: Um grande número de vacas são abatidas e depois cortadas em bife que são testados por seu sabor, textura e outras qualidades importantes para os consumidores de carne. O animal fonte de cada bife é registrado, e células dessa carcaça fonte são preservadas para possível clonagem em caso da carne vir a ser de bom sabor. Uma vez que todos os bifes estejam aferidos pela sua qualidade desejável, o DNA da carcaça da vaca morta de onde a carne foi cortada para produzir os bifes é colhido.

Esse DNA é então usado para clonar novas vacas que são alimentadas, criadas e abatidas para ver qual o sabor dos bifes das carnes delas. Esse ciclo é repetido através de múltiplas gerações a fim de "evoluir" as vacas clones com carne de grande-sabor.

"Os animais são pendurados em um trilho prontos para ir para o balcão de carne", o empregado da JR Simplot Brady Hicks (sim, esse é seu nome real) disse a BBC News (http://www.bbc.co.uk/news/science-e...). "Nós identificamos carcaças que tenham certas características de carcaça que nós queremos, porém tarde demais para reproduzir a genética do animal. Mas através da clonagem nós podemos ressuscitar aquele animal.” Acontece que essa "ressurreição bovina", é apenas a mais recente ideia da ciência maluca de uma indústria que não reconhece nenhum valor na vida de uma vaca, mas um enorme valor da sua carcaça morta.  

Carne Frankenfood

A conclusão disso tudo é que as pessoas nos Estados Unidos e na Inglaterra estão comprando e comendo carne que agora poderia ser de clones de vacas criadas das carcaças mortas de outras vacas cujo DNA foi colhido para clonagem. Sim: Somente na indústria de alimentos você vê esse tipo de ciência Frankenstein - tentando criar vida de partes de corpos mortos através de um processo que eles chamam "ressurreição”... e depois servir frankenfoods para os consumidores.

Longe do mundo dos alimentos vivos, produtos da carne são comida morta feita de vacas mortas que foram dadas vida pela tomada de células mortas das carcaças de vacas ou de outras vacas mortas que somente foram mantidas vivas a fim de colher o DNA morto delas. Se isso parece um pouco doentio e louco, é porque indubitavelmente é. Esse processo viola tantos princípios de ética e espiritualidade que é difícil até saber por onde começar.

É claro, no momento em que milhares de carcaças de vacas estão todas no chão, misturadas juntas, destrinchadas, irradiadas e empacotadas, ninguém pode dizer realmente de onde a carne vem... ou mesmo se era clonada, em primeiro lugar. Coloque um pedaço gorduroso de bife clonado entre duas fatias de hambúrguer em um boteco de comida rápida e ninguém vai saber.

Esse é o ponto da questão, realmente: A indústria da carne sabe que as pessoas realmente não tem nenhuma pista de onde sua carne vem - e elas não querem saber! Assim se a carne vem de animais clonados criados de DNA colhido de carcaças de vacas mortas, o consumidor comum continua sem ter como resolver o problema.

O preço alto de baixo custo

O objetivo da indústria da carne é criar a carne de melhor sabor do mundo ao mais baixo custo possível. Ponto.

Não há consideração na indústria pela experiência da vaca, nem pela ética de brincar de Deus com o DNA bovino, nem compaixão pelo sofrimento desses animais quando são abatidos, nem pelo impacto da agricultura industrial no meio ambiente. É tudo sobre lucros corporativos à custa das vacas que nascem, são criadas, clonadas e abatidas meramente para produzir um outro quarteirão (sanduíche do McDonald's) que alavanca outros dez centavos de dólar nos lucros para as fábricas de carne.

A propósito, muito poucos consumidores americanos sabem a verdade sobre isso. Eles não têm ideia que vacas estão sendo clonadas de carcaças mortas para criar carne clonada que o FDA já declarou ser "segura" para o fornecimento de alimento. 

Carne clonada não será rotulada como "clonada" nos Estados Unidos. Assim não há maneira de saber se o bife convencional que você está comprando nos mercados (ou comendo no restaurante) realmente contém carne clonada. A indústria fará um lobby duro para evitar a rotulagem honesta do mesmo jeito que a indústria de Organismos Geneticamente Modificados (GMO) não quer alimentos rotulados como "geneticamente modificados".

Há uma coisa que sabemos com certeza: A indústria da carne prefere manter os consumidores no escuro sobre de onde toda essa carne realmente vem. 

Fonte: http://novaordemglobal.blogspot.com/ e www.naturalnews.com