Protesto e mortes, Grécia em colapso. Crise pró-Nova Ordem Mundial de volta?

07/05/2010 02:20

Os protestos contra as medidas do governo grego para conter a crise fiscal por que passa o país acabaram em violência em Atenas nesta quarta-feira, em um dia de greve geral que praticamente paralisou o país. Dezenas de jovens jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos no centro de Atenas, o que provocou vários pontos de incêndio. Três pessoas morreram dentro de um banco incendiado.

Os jovens destruíram as vitrines das lojas e as marquises dos pontos de ônibus com barras de ferro. Depois, entraram no meio da passeata de protesto no centro da capital contra o plano de austeridade que será implementado pelo governo grego em troca de um plano de ajuda de 110 bilhões de euros da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional). 
Em resposta, a polícia grega usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes que tentavam ultrapassar uma barreira diante do Parlamento, na capital grega. Por volta do meio-dia (horário local), cem mil pessoas segundo fontes sindicais (de acordo com a polícia, são 25 mil) estavam concentradas no local.
Os participantes do protesto ostentam cartazes com lemas de ordem contra os organismos internacionais que concederam ajuda financeira à Grécia e gritam palavras contra o governo. Em Tesalonica, norte do país, manifestantes e policiais se enfrentaram durante uma passeata de protesto.
A Grécia amanheceu nesta quarta-feira praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos para protestar contra as medidas do governo. Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas fechadas. 
Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência. A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.
O transporte urbano de Atenas funcionou com horário restrito para permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelos sindicatos nocentro da cidade.

Deficit
Os gregos precisarão enfrentar drásticos cortes nos próximos três anos, segundo o plano de austeridade divulgado nesta semana, que prevê uma economia de 30 bilhões de euros (cerca de R$ 80 bilhões).
O deficit orçamentário do país está em cerca de 13,6% do PIB (Produto Interno Bruto) e precisa passar para 8,1% neste ano, caindo para 2,6% em 2014. A redução dos gastos públicos prejudicará o crescimento do país, que terá contração de 4% do PIB em 2010, o dobro do previsto. A economia voltaria a crescer em 2012, com 1,1% de alta.
O plano prevê o congelamento dos salários dos funcionários públicos por pelo menos três anos. Os aposentados gregos perderão também o 13º e o 14º salários se suas pensões superarem 2.500 euros mensais.
Foi estabelecida uma idade mínima de aposentadoria (60 anos) e um novo cálculo para as pensões relacionado com toda a vida de trabalho e não com os últimos anos, como era até agora.
Além disso, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) será aumentado em dois pontos para 23%, depois de em março já ter subido outros dois. Serão elevados em dez pontos percentuais os impostos sobre tabaco, álcool e combustíveis.
Ainda está prevista a criação de um imposto especial para as empresas com grandes lucros e o estabelecimento de novas medidas impositivas a companhias relacionadas a produtos de luxo e à propriedade imobiliária. 

* Nota: Interessante, na última crise, surgiu esta notícia na internet: 

"Depois de a crise ameaçar atingir outros países da Europa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia ofereceram à Grécia um pacote de ajuda 110 bilhões de euros (cerca de US$ 146 bilhões)." Mas os gregos descartaram a ajuda do FMI, negando o risco de quebra.

Será uma mera retaliação dos Illuminati contra a Grécia? Ou eles estariam envolvidos desde a raíz do problema e manipulando todos estes acontecimentos, para depois apresentar a solução? Lembre-se que à partir de 2011 não existirá mais dinheiro vivo por lá (http://www.libertar.eu/news/o-fim-do-dinheiro-vivo-esta-proximo-na-grecia/). Nada como uma crise semelhante a esta para introduzir estes planos diabólicos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u730427.shtml