WikiLeaks confronta Illuminatus e denuncia crimes de guerra no Afeganistão

28/07/2010 00:05

Julian Assange defende dados tornados públicos parte parte do projecto que dirige

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, responsável pela divulgação de dados sensíveis sobre o conflito no Afeganistão, disse esta segunda-feira, numa conferência de imprensa em Londres, que no material recolhido há indícios de terem sido praticados crimes de guerra.

EUA condenam publicação de documentos confidenciais

«Caberá a um tribunal decidir realmente se alguma coisa é um crime. Mas, dito isso, aparentemente há provas de crimes de guerra neste material», disse Assange.

Os mais de 91 mil documentos confidenciais que foram tornados públicos este domingo dizem respeito ao período de guerra entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009, e foram colocados ao dispor do jornal norte-americano «The New York Times», do britânico «The Guardian» e da revista germânica «Der Spiegel».

O cenário que eles revelam contém episódios muito mais violentos do que aqueles que são anunciados oficialmente pelas autoridades militares. Contudo, Assange realça que, mais do que os factos isolados, os dados revelados apresentam a brutalidade do conflito.

«É a continuidade dos pequenos eventos, as contínuas mortes de crianças, insurgentes, forças aliadas», salientou.

O «The Guardian» realça o cenário de uma guerra falhada, em que os EUA tentam camuflar a posse de mísseis terra-ar, guiados pelo calor, por parte dos guerrilheiros talibã, e as operações secretas por parte de unidades especiais que capturam e eliminam insurgentes sem julgamento.

Este diário refere que os analistas não encontraram provas da ligação entre os serviços secretos paquistaneses e os talibã. Mas o «The New York Times» vê neles o receio, por parte das autoridades dos EUA, de que esta ligação exista, através de espiões que fornecem informações aos rebeldes que colocam em perigo os militares norte-americanos no Afeganistão.

Já a «Der Spiegel» sublinha a situação indefesa dos agentes de segurança afegãos perante os ataques talibã.

O WikiLeaks é um projecto online que se dedica à recolha e publicação de documentos sensíveis. Qualquer pessoa pode alojar anonimamente informações que denunciam situações em particular, que são depois verificadas pelos responsáveis do site.

 

O objectivo é tornar públicas situações que estados e grandes empresas tentam silenciar. A viabilidade é mantida através de doações. 

Fonte: http://www.provafinal.net/?p=769